Jovens Repórteres

O projecto Jovens Repórteres para o Ambiente (JRA) é um projecto de Educação Ambiental promovido pela Associação Bandeira Azul da Europa, Secção Portuguesa da Fundação de Educação Ambiental (FEE).
A nível internacional encontram-se envolvidos neste projecto alunos e professores de 17 países que constituem a actual rede Young Reporteres for the Environment (YRE).
Este Projecto que decorre em Portugal desde 1994, destina-se fundamentalmente aos estudantes do Ensino Secundário, pretendendo contribuir para uma preparação dos jovens para o exercício de uma cidadania activa na defesa do Ambiente, através da sua participação nos processos de decisão.


                                         ARTIGOS

S.O.S Ribeira da Tabua

“ Perigo natural na Ribeira da Tabua põe em risco recursos naturais e futuro económico da freguesia”

 

Ao entrarmos na Tabua, freguesia do concelho da Ribeira Brava, entramos como que em outro mundo. O tempo parece não passar e as áreas verdes envolventes levam-nos à Madeira predominantemente rural. Até aqui as palavras parecem mostrar-nos um artigo que promete estar cheio de relax eonde não há lugar para o stress.
Contudo, a realidade é outra, e é bem vergonhosa. A Ribeira da Tabua que nasce no norte da ilha e desagua na dita freguesia está completamente poluída e a situação parece não vir a ter melhoramentos. Apesar das várias denúncias publicadas no periódico Diário de Notícias a Câmara municipal está constantemente a cometer o mesmo erro, fechar os olhos perante a situação.

 

 



 

 

 

 

                  

 

                          Ilhas Selvagens podem “virar” maravilha

O Arquipélago das Selvagens é um dos candidatos portugueses às 7 maravilhas naturais do Mundo.


O Vale do Douro, o Parque Nacional de Peneda do Gerês, a Ria de Aveiro, as Ilhas Berlengas e as Ilhas Selvagens são os candidatos portugueses à eleição das 7 maravilhas naturais do Mundo.
 Do mesmo modo que em Julho do ano passado foram eleitas as 7 novas maravilhas do Mundo, a organização New Seven Wonders realiza o concurso para escolher as 7 maravilhas naturais com o objectivo de dar a conhecer os paraísos naturais que ainda prevalecem num planeta maioritariamente urbanizado. O concurso em que todos votam assumirá várias fases ao longo da eleição. Em primeiro lugar é realizada uma votação on-line até 31 de Dezembro do corrente ano. Após essa etapa são seleccionados os 77 nomeados melhor posicionados. Admitir-se-á apenas uma nomeação por país (a mais votada) e a que seja suportada por uma organização oficial. As 77 nomeações são analisadas por um grupo de peritos na matéria e são seleccionadas as 21 mais importantes. A partir deste momento e até ao ano 2010 estes candidatos submeter-se-ão a novas votações e as 7 mais votadas tornar-se-ão as Sete Maravilhas Naturais do Mundo. 
Refira-se que a nomeação das Selvagens é uma mais valia para Portugal e especialmente para a Madeira, no âmbito ecológico. Talvez se torne pertinente relembrar que esta não é a primeira distinção que o arquipélago recebe, na medida em que já foi galardoado com o Diploma Europeu do Conselho da Europa, prémio destinado a condecorar o desempenho em termos de conservação da natureza em áreas protegidas. Revela-se assim a única reserva portuguesa premiada até ao momento.
Digamos que tais reconhecimentos são bem merecidos, até porque este arquipélago existe como um autêntico santuário na natureza. Não é por acaso que Jacques-Yves Costeau, oficial da marinha francesa, investigador e defensor de toda a espécie de vida na terra, disse, uma vez, que foi nestas ilhas onde encontrou as águas mais límpidas do Mundo.
Acrescente-se que vários recifes de coral circundam o arquipélago, mais de 150 espécies de plantas, especialmente rasteiras, caracterizam a sua flora, sendo os líquenes e a urzela os que mais se destacam. As plantas existentes na Ilha Selvagem Menor e no Ilhéu de Fora convertem-se em especiais, pelo facto de somente existirem na flora endémica.
Para além da flora, a fauna também se distingue particularmente pela existência de aves como o garajau - rosado e a cagarra os quais nidificam ali. Não esqueçamos o Calcamar pelogodroma, a espécie em maior número.
Note-se que a conservação natural deve-se, em grande parte, ao olhar atento de dois vigilantes do Parque Natural da Madeira, responsáveis pela protecção deste património natural.
Enfim, umas ilhas com as fantásticas características acima mencionadas deverão englobar-se nas Sete Maravilhas Naturais do Mundo. Para contribuir para isso basta uma simples visita ao endereço electrónico abaixo indicado.

 http://www.new7wonders.com/nature/en/nominees/europe/c/SavageIslandsArchipelago 


O Jovem Repórter para o Ambiente


Sérgio Rodrigues (11º Ano, Turma 3)


                                           O Ambiente é que paga

Os tempos de Natal já se aproximam. Muitos já se preparam para desfrutar da época mais feliz do mundo, mas a verdade é que o ambiente é que paga.

 

Já se sente o cheiro a Natal, uma Festa que é realmente muito justa, mas nós fazemo-la injusta. Apesar de estarmos em dias em que há mais e mais informação sobre como tornar os nossos actos mais sustentáveis, nada fazemos para tal.
Não pensem que sou um anti-natalista, antes disso, a minha opinião recai em transformar o Natal numa celebração excelente. Façamos uma pequena análise do pior lado do Natal. 
Imaginemos que vamos comprar uns simples chocolates para oferecer a um amigo. Para isso deslocamo-nos a uma loja que os venda, mas como sempre achamos que temos pouco tempo e vamos de carro. Durante a viagem, reparamos na iluminação que embeleza as ruas, finalmente compramo-los e pedimos o favor de os embrulharem para oferta. Daí, novamente apressados, saímos a correr pois temos que preparar a ceia de Natal para a qual o nosso amigo foi convidado. Na realidade, ele ficou feliz, mas no fim de tudo damos conta de que, infelizmente, o Natal está longe de ser apenas convívio mas a par deste é também poluição, muita poluição...
Seguramente, ao termos realizado este pequeno percurso não demos atenção ao dióxido de carbono que emitimos indo de carro para comprar um único e simples presente. Para além disso, nem sequer pensámos que as luzes de Natal consomem imensa energia eléctrica. Contudo, a solução não está em acabar com o espírito natalício mas sim em torná-lo mais sustentável, e para que isto se concretize bastam pequenos gestos.
A exemplo do que foi referido anteriormente as luzes de natal podem ser substituídas por umas mais eficientes, tal como foi realizado em Paris e em outras cidades europeias. Esta substituição permitiu que o número de lâmpadas duplicasse mas que o consumo de energia eléctrica reduzisse cerca de 70%. 
Este sistema ainda não foi adoptado na Região. Contudo, a ecologia tem vindo já a manifestar-se no Natal funchalense nos últimos dois anos. Como exemplo a seguir, são as árvores de Natal presentes na Praça do Município cujos elementos utilizados na sua decoração foram obtidos a partir de materiais de desperdício que habitualmente são transferidos para a estação de recolha de lixo dos Viveiros.
Não é só o consumo de energia que aumenta mas também a quantidade de lixo é exorbitante: no ano passado, em apenas nove dias, entre 22 e 31 de Dezembro, foram recolhidas 3626 toneladas. Isto representa em média cerca de 14 quilogramas de lixo por habitante, em apenas nove dias, repetimos.
Por estas razões é urgente tomar medidas que venham minimizar o impacto de um Natal altamente consumista no ambiente. Eis aqui alguns passos para que isto se converta em realidade:

§       Antes de comprar qualquer presente verifique se este tem alguma utilidade e não é apenas um artigo supérfluo.
§       Organize-se e faça compras num mesmo sítio e no mesmo dia para reduzir as deslocações.
§       Opte por sacos de Natal em papel para entregar os presentes, já que ao contrário do papel de embrulho, o saco pode ser usado inúmeras vezes antes de parar no papelão.
§       Evite comprar produtos que usem pilhas.
§       Escolha uma árvore de Natal artificial pois poderá ser utilizada no futuro; caso queira um pinheiro natural opte por um que possa ser plantado num vaso.
§       Embora muito poucos cidadãos saibam, o azevinho e o musgo correm perigo de desaparecer, por isso se possível não os use.
§       Prefira utilizar um tecido em vez do típico papel, sempre que fizer o presépio; para além de ficar mais elegante (na nossa opinião), poderá ser reutilizado.
§       Decore a sua árvore natalícia e o seu presépio com luzes LED pois têm uma maior durabilidade: o seu consumo é baixíssimo se comparadas com as lâmpadas normais. 
§       Faça bom uso da sua imaginação e seja criativo na hora das decorações utilizando os CD que já não são musicalmente da sua preferência: está a reutilizar aquilo que pode ser impensável mas a inovar e a ser amigo do ambiente.
Todos sabemos que na hora de fazer a lista dos presentes ou de comprá-los, a tarefa torna-se mais complicada. Por isso ajudamos apresentando algumas sugestões de presentes magníficos e ecológicos.


Para as crianças

  Gafanhoto Solar: Este gafanhoto que está funcionalmente ligado a um pequeno painel fotovoltaico aproximará a criança ao meio ambiente e à sustentabilidade.

Para encomendar:http://biohabitat.terra.org/index.php?page=section&s=5&prod=118.

 (Este é um endereço Web espanhol, por isso na hora de realizar o pagamento deverá contactar previamente a empresa, através do e-mail presente nessa página).

Preço: 7,50 €*



Para os adultos

  Lanterna Magnética: Esta lanterna funciona com dois ímanes, não necessita de pilhas e basta agitá-la durante 30 segundos para pô-la a funcionar.
Para encomendar:

http://biohabitat.terra.org/index.php?page=section&s=1&prod=44.
(Este é um endereço Web espanhol, por isso na hora de realizar o pagamento deverá contactar previamente a empresa, através do e-mail presente nessa página).


Preço: 40,00 €*



Para os idosos



  Uma verdade inconveniente: este livro é fantástico para os que dispõem de mais tempo para ler; além do mais explica de uma forma acessível como o nosso mundo está em perigo.

Para encomendar:

http://www.bertrand.pt/pesquisa/pesquisa.php?tipo_pesquisa=titulo&categoria_pesquisa=&chave=uma+verdade+inconveniente

Preço: 33,00 €*

*: Os preços poderão variar devido aos gastos de envio ou alteração dos mesmos. 
FELIZ NATAL…ECOLÓGICO

Jovem Repórter para o Ambiente

Sérgio Rodrigues (11º Ano, Turma 3)





                                A Energia da Biomassa na R.A.M

“A energia da biomassa será uma das alternativas para reduzir a emissão de gases de efeito de estufa na Madeira”


“A biomassa é uma das principais fontes de energia endógena da Região Autónoma da Madeira, apesar da sua utilização ter vindo a decrescer, sobretudo na última década.”A afirmação é de Filipe Oliveira, da
 AREAM.                               
A lenha, utilizada principalmente no sector doméstico e da panificação,
é uma alternativa ao combustível e ao gás. Além disso, a lenha é a forma de energia da biomassa mais conhecida e utilizada mas não é apenas a lenha que gera essa energia. No ramo, ainda existe o biogás, o etanol e os briquetes que são os mais comuns.

O biogás provém da metanização dos excrementos dos animais de explorações pecuárias, dos resíduos sólidos e ainda das lamas das ETAR’s e é utilizado não só para a  produção eléctrica  mas também para gerar calor em caldeiras.
O etanol é um combustível líquido que provém da biomassa vegetal o qual é misturado com combustível (baixa percentagem) para ser aplicado em automóveis. Aquele pode igualmente ser aplicado sem qualquer mistura desde que o motor seja afinado ou então se os motores forem adaptados para tal.
Os briquetes são essencialmente de matéria vegetal. Provém de resíduos de limpezas em floresta (madeiras, ramagens, folhas, etc.), de resíduos agrícolas e da manutenção de jardins. Tudo isto torna possível a criação dos briquetes. Estes apresentam-se como uma  alternativa à lenha e até mesmo ao carvão vegetal para uso doméstico ou industrial.
Nas regiões onde é praticada a actividade pecuária, a energia da biomassa faz com que os excrementos resultantes dos animais sejam utilizados o que contribui para que se verifique uma menor poluição das águas residuais descarregadas assim como nas levadas que transportam a água.
Assim, a biomassa é muito importante a nível ecológico, pois reduz o nível de emissões de gases poluentes para a atmosfera, diminuindo desta forma o efeito de estufa. Além do mais, com o incremento da utilização deste tipo de energia torna-se necessário limpar as florestas periodicamente, de modo a conseguir aproveitar madeiras, ramagens e folhas, o que minimiza os riscos de incêndio nas florestas. Em suma, este acto é um bem multifacetado, ou seja, diminui a emissão de gases poluentes, reduz o risco de incêndios e, desta forma, as árvores continuam a emitir oxigénio e a reter o CO2, o que minimiza o risco de derrocadas porque não há desflorestação e a chuva não cai directamente no solo. Dá-nos, portanto, uma energia limpa que é uma alternativa aos combustíveis fósseis

Jovem Repórter para o Ambiente


Lito Fernandes  11º3